ecolabs

A Residência Ecolabs teve em vista a conceção de um laboratório portátil, para fotografia analógica a preto e branco – o ecolab – e a construção de dois protótipos a serem implementados na Casa da Imagem, em Vila Nova de Gaia , e no Cultureghem, em Bruxelas. Os residentes foram Yannick Röels e Emanuel Santos.
Pensado para funcionar em contexto escolar ou no espaço público, o protótipo do ecolab pretendeu permitir que várias pessoas o pudesse manipular ou estar integradas na sua utilização. Assim, estabeleceram-se princípios de ordem pedagógica que ajudaram a definir os critérios e objetivos para que o Ecolab fosse pensado. Destinado a ser manipulado por grupos, a sua utilização deveria ser coletiva e autónoma relativamente ao espaço.
Para a concepção do ecolab utilizaram-se tecnologias digitais, como Rhino e Grasshopper e, simultaneamente, origami e kirigami para desenhar o modelo deste laboratório fotográfico portátil, procurando a sua construção em materiais sustentáveis.
A par do objeto ecolab, esta residência implicou a pesquisa de técnicas de revelação baseadas na bioquímica — como o caffenol (Scott Williams, 1995), ou outros reveladores à base de plantas (Tiago Pinho, 2019) — e a utilização de ecobjets, dispositivos de captura e de produção de imagens que utilizam materiais sustentáveis e/ou reutilizáveis, realizados por Tiago Pinho. Parte do desenvolvimento deste eixo ocorre da investigação de técnicas e objetos preexistentes e da sua exploração mediante propostas de criação e oficinas artísticas.